Arquivos Mensais:julho 2009
Salinas promove VIII festival da cachaça

Nos dias 17, 18 e 19 de julho estive em Salinas, a capital mundial da cachaça, situada no Norte de Minas Gerais. O motivo da minha visita foi o VIII Festival Mundial da Cachaça, evento que atrai pessoas de todo o Brasil e conta com palestras, shows com bandas da região, vendas e degustações das bebidas apresentadas. O propósito do festival é expor a cachaça mineira e impulsionar não só o turismo no município, como também, sua economia. Como todo grande acontecimento não deve ser omitido ou esquecido, descreverei adiante os momentos que passei nesse excelente passeio.
Por volta das dez horas da manhã do dia 17/7 (sexta-feira), iniciou-se a viagem. Era um dia calmo e ensolarado, véspera de mais um final de semana. No carro havia somente três viajantes: meu irmão Anthony, meu tio Roberto e eu ― o “escritor” que vos escreve. A jornada rumo à Salinas foi estimulante. Regada a muita conversa e ao som da agradável banda irlandesa de rock, U2, a distância de 222 km que separa Montes Claros (minha cidade) do nosso destino (Salinas) foi percorrida rapidamente. Contudo, durante a viagem, decidimos parar em um restaurante próximo à cidade de Francisco Sá para degustarmos, segundo meu tio e depois confirmado por minhas papilas gustativas, deliciosos pães de queijo acompanhados de um fumegante café com leite. Por outro lado, também aproveitamos esse pit stop para esticar as pernas e observar a beleza do cerrado, vítima de um sol implacável que o torna seco e murcho no período de estiagem (de março a outubro).
Na chegada ― às 13h32 ― nos deparamos com uma Salinas movimentada, com suas ruas cheias de transeuntes: provavelmente se preparando para o festival que aconteceria poucas horas depois. Após uma volta pelo centro nos dirigimos à casa do meu avô, Osvaldo Mendes Santiago, produtor da melhor e mais famosa cachaça do Brasil, a Havana. Fomos recebidos com hospitalidade e alegria. Após os habituais cumprimentos e abraços, almoçamos e tiramos um bom e revigorante cochilo.
À noite seguimos até a Passarela da Alegria ― local do evento ― muito entusiasmados e ansiosos. O festival contou com 44 estandes, dentre os quais, 18 expuseram cachaças. O público, como nas outras edições, compareceu em peso ― sinal de que o Festival Mundial da Cachaça tornou-se parte integrante da cultura e tradição de Salinas. Nos três dias de exposição todos os estandes tiveram grande visitação. As pessoas se mostraram muito curiosas e interessadas em saber não apenas a história de cada cachaça artesanal, mas também, todos os processos referentes à produção de aguardente como: plantio da cana, fermentação, destilação, armazenamento e engarrafamento. É preciso acrescentar que, entre todos os expositores desta grande festa, a cachaça Havana-Anísio Santiago, com toda a certeza, se revelou novamente o grande destaque do festival em virtude do grande prestígio, fama e qualidade inquestionável que possui, digna do reconhecimento nacional e internacional que tem. Como não só de cachaça vive o homem, tivemos ainda shows com Beto Jamaica e Banda Pega no Compasso (dia 17), Leonardo (dia 18) e Gil & Erick (dia 19) que agitaram a madrugada dos salinenses.
Com uma organização impecável, digna de elogios, o VIII Festival Mundial da Cachaça proporcionou música boa, cachaça da boa e festa da boa. Dou meus parabéns a Salinas por promover esse evento e fico na expectativa de que o IX festival seja ainda melhor.
Nova reforma ortográfica

Como estudante do ensino médio e aspirante por uma vaga numa universidade pública ― federal ou estadual ―, estou ciente da importância de estar sempre atualizado sobre as notícias e fatos que acontecem não apenas no Brasil mas em todo o mundo. Quem pretende prestar vestibular em universidades concorridas e de grande visibilidade no cenário nacional, como, por exemplo, a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), UFCSPA (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre), UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), USP (Universidade de São Paulo), UnB (Universidade de Brasília) e UFV (Universidade Federal de Viçosa) deve deixar a preguiça de lado e peregrinar em busca do conhecimento. Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo, quem tem ensino superior possui grandes chances de voar mais alto.
Pensando especificamente nas provas de português e redação, resolvi postar neste blog uma síntese da nova reforma ortográfica que passou a valer desde o dia 1º de janeiro de 2009 tendo um período de transição até 2012 em que serão válidas as duas formas de escrever: a antiga e a nova. O objetivo da reforma é simplificar a grafia e melhorar a padronização da língua entre os países que a usam (Angola, Brasil, Portugal, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste). É, meus caros leitores. A língua portuguesa mudou e nós precisamos nos preparar para escrevermos adequadamente o quanto antes.
Para imprimir o resumo do novo acordo clique aqui.
Qual a maior palavra da língua portuguesa?
Segura aí: é pneumoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. Abaixo, você vai ver que o significado desse palavrão de 46 letras é simples. O vocábulo ganhou registro definitivo em 2001, quando apareceu no dicionário Houaiss e fez outras palavras enormes comerem poeira. Antes, o título pertencia ao advérbio “anticonstitucionalissimamente”, que tem 29 letras e descreve algo que é feito contra a constituição. O vice era “oftalmotorrinolaringologista”, com 28 letras, que se refere ao especialista nas doenças dos olhos, ouvidos, nariz e garganta.
O Houaiss é o campeão de palavras na língua portuguesa, com 228 500 verbetes. Ele não traz, por exemplo, palavras da química que têm dezenas de sílabas, usadas para definir compostos. Uma delas é tetrabromometacresolsulfonoftaleína, que tem 35 letras e indica um corante usado em reações. “Palavras como essa são muito específicas e só aparecem em glossários de terminologia química”, diz o filólogo Mauro Villar, do Instituto Antônio Houaiss.
Entenda cada parte desse vocábulo de 46 letras:
Pnmeumoultramicroscópico
Pneumo -> pulmão
Ultra -> fora de
Microscópico -> muito pequeno
Silicovulcanoconiótico
Sílico -> vem de silício, um elemento químico presente no magma vulcânico
Vulcano -> vindo de um vulcão
Coniótico -> vem de coniose, doença causada por inalação de pós em suspensão no ar
Tudo isso junto…
Pessoa que sofre de uma doença pulmonar, a pneumoconiose, causada pela aspiração de cinzas vulcânicas.
Texto Marina Motomura, Revista Mundo Estranho.



