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Rio de dor e sofrimento

O Brasil, nos últimos dias, está completamente estarrecido com a devastação causada pelas chuvas na Região Serrana do Rio de Janeiro. Segundo balanço da Defesa Civil Estadual, as cidades de Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo, Sumidouro e São José do Vale do Rio Preto, juntas, já somam 558 mortos. No entanto, a expectativa é de que esse número aumente consideravelmente, podendo chegar a mais de mil vítimas.
 
Para piorar a situação, há ainda 7.780 pessoas desalojadas — deslocaram-se para a casa de amigos e familiares — e outras 6.050 desabrigadas, isto é, que dependem de abrigos públicos.
 
A rica Região Serrana, que sempre figurou nos telejornais como um belíssimo destino para os fãs de clima ameno, tranquilidade e belas paisagens, agora aparece como uma área cheia de perigos e totalmente anuviada pelo medo e pela insegurança. Uma realidade trágica e desesperadora para aquela que era considerada por muitos o cenário europeu em terras fluminenses.
 
Mas em meio a todo esse caos, que já é considerado pela ONU um dos dez piores deslizamentos de terra dos últimos cem anos, um fato marcou a semana. Foi o emocionante salvamento de Ilair Pereira de Souza, de 53 anos. Com a vida correndo sério risco, ela foi resgatada dos escombros de sua casa — que estavam prestes a serem engolidos pela enxurrada — através de uma corda arremessada por seus vizinhos, na qual ela se agarrou com bravura para escapar da morte iminente.
 
Abaixo estão o vídeo do resgate e o depoimento de Ilair, passado o momento de tensão.
 
 

São Paulo embaixo d’água

(São Paulo – Foto Jornal Correio do Povo)
 
Destruição, alagamentos, prejuízos, mortos, desabrigados, caos no trânsito, deslizamentos de terra. Esse é, lamentavelmente, o retrato fiel da Grande São Paulo que, há mais de 40 dias, sofre com as chuvas que insistem em não dar trégua.
 
No entanto, enchentes não ocorrem à toa. Existem diversos motivos que colaboram para que situações, como a que a capital paulista vive, aconteçam. Dentre as causas, podemos citar:
 
◘ Falta de educação de cidadãos que jogam lixo em qualquer lugar.
◘ Administração de governos omissos e incompetentes.
◘ Falta de planejamento urbano.
◘ Serviço público mal feito, galerias e canalizações construídas sem conhecimento técnico.
◘ Construção de casas em áreas impróprias.
◘ Ausência de planejamento e providências prévias da defesa civil.
◘ Falta de limpeza nos bueiros.
◘ Despreparo da cidade para a época das chuvas de verão.
◘ Falta de políticas de habitação.
◘ Verbas mal empregadas.
◘ Assoreamento e poluição dos rios.
 
P.S.: Enquanto problemas como estes persistirem, mais estragos serão provocados pela chuva.

Calor insuportável

 
Todos nós aprendemos, ao longo de nossas vidas, que o sol é uma enorme estrela localizada no centro de um sistema que, coincidentemente, recebe seu nome e no qual oito planetas ― Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno ― giram em torno, num círculo vicioso. Aprendemos, ainda, que este astro desempenha vital importância para a sobrevivência de todos os seres vivos, pois, sem ele, além da escuridão nos engolir, não seria possível a realização da fotossíntesepelos vegetais, o que, de certo, impediria a renovação do ar, o cultivo do solo para a produção de alimentos se tornaria uma tarefa irrealizável, uma vez que as sementes nunca brotariam, e, pior, o planeta, pela falta de calor vindo do sol, entraria novamente num período glacial que mataria, possivelmente, toda a vida existente na Terra devido à queda brusca de temperatura e à falta de H2O no estado líquido. Diante desse quadro, nunca me senti à vontade para fazer queixas ou blasfemar contra o poderoso sol, mas, de uns tempos para cá, ele tem dado motivos de sobra para isso.
 
Minha cidade ― Montes Claros ― sempre foi quente, tendo em vista que está localizada no Norte de Minas Gerais ― região de transição entre o Cerrado e a Caatinga, entre o clima semiúmido e o semiárido. Porém nunca a vi, ou melhor, a senti, tão quente como nos últimos dias. A situação está feia por aqui, companheiro leitor! O sol tem sido um algoz impiedoso e, como consequência, pele avermelhada pela exposição aos raios solares, suor exagerado, sede insaciável e desconforto proporcionado por temperaturas em torno dos 37°C passaram a fazer ― infelizmente ― parte do meu dia-a-dia.
 
Como não determino as condições atmosféricas ou não mando no onipotente astro rei, o jeito é ficar à base de sombra e água fresca até que o clima fique mais ameno e eu possa fazer as pazes com o sol ― assim espero.