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Jornal Nacional em queda livre

 
O Jornal Nacional, da Rede Globo, fechou 2010 com a pior audiência de sua história. Segundo pesquisa do Ibope, o noticiário encerrou 2010 com média de 29,8 pontos — cada ponto equivale a 60 mil domicílios na Grande São Paulo — e 49,3% de share (participação no número de televisores ligados).
 
O número representa uma queda de 24% de audiência em relação a 2000, ou seja, praticamente um em cada quatro telespectadores parou de sintonizar o jornal do horário nobre da televisão brasileira. Essa também foi a primeira vez que o JN ficou abaixo dos 50% de share.
 
Essa é uma situação de fazer tremer as estruturas globais, já que sua principal concorrente, a Record, só tem crescido nos últimos anos. Se a Globo não ficar esperta e melhorar sua programação, num futuro próximo poderemos ter a emissora do bispo Edir Macedo como a mais poderosa desta antiga Terra de Vera Cruz.

*O 13º salário existe?

 
O 13º salário é uma das maiores mentiras do sistema capitalista. Por outro lado, é justamente aquela em que os trabalhadores mais acreditam. Como isso é possível? Eis aqui uma modesta demonstração de como é fácil enganar os trabalhadores.
 
Suponhamos que o funcionário de uma fábrica ganhe um salário de R$ 700 por mês. Multiplicando-se esse valor por 12 meses, ele receberá por um ano todo de trabalho uma quantia equivalente a R$ 8.400, tendo em vista que 700 x 12 = 8.400.
 
Em dezembro, o patrão manda, então, pagar-lhe o conhecido 13º salário, ou seja, R$ 8.400 + 13º salário = R$ 9.100. R$ 8.400 (salário anual) + R$ 700 (13º salário) = R$ 9.100 (salário anual mais o 13º salário). O trabalhador volta para casa todo feliz com o patrão generoso.
 
Agora, veja bem o que acontece quando o trabalhador se dispõe a fazer alguns cálculos bastante simples que aprendeu ou fingiu aprender enquanto cursava o ensino fundamental: se o funcionário da fábrica recebe R$ 700 por mês e este tem quatro semanas, isso significa que ele ganha por semana R$ 175. R$ 700 (salário mensal) dividido por 4 (semanas do mês) = R$ 175 (salário semanal). O ano tem 52 semanas. Multiplicando R$ 175 (salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) encontramos R$ 9.100.
 
O resultado acima é o mesmo valor do salário anual mais o 13º salário, não é? Onde está, portanto, o famoso 13º salário? A explicação para isso é fácil, como dois e dois são quatro.
 
O patrão, por incrível que pareça, furta uma parte do salário do empregado durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro e cinco semanas. Trocando em miúdos: o mês pode ter 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas, mas o salário pago é sempre o mesmo.
 
Ao final do ano, o generoso patrão, seguidor dos preceitos cristãos, como é de praxe, presenteia o trabalhador com um salário a mais cujo dinheiro não sai de seu bolso.
 
Daí que, como palavra final aos inteligentes, não existe nenhum 13º salário. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente surrupiou do salário anual de seu funcionário. Por conseguinte, o empregado não recebe um adicional, mas simplesmente o que lhe é de direito.
 
P.S.: os ingleses recebem seus ordenados semanalmente, justamente para não serem passados para trás. Gente instruída é outra coisa, hein?
 
*Texto extraído de um e-mail que recebi. Autor desconhecido.

Curiosidades sobre a bebida tipicamente brasileira

 
O texto abaixo é uma história contada no Museu do Homem do Nordeste, localizado no Recife, e descreve curiosidades sobre a cachaça.
 
No Brasil, para ter melado de cana, os escravos colocavam o caldo da cana-de-açúcar em um tacho e levavam ao fogo. Não podiam parar de mexer até que uma consistência cremosa surgisse.
 
Porém, um dia, cansados de tanto mexer e com serviços ainda por terminar, os escravos simplesmente pararam e o melado desandou. O que fazer agora? A saída que encontraram foi guardar o melado longe das vistas do feitor.
 
No dia seguinte, encontraram o melado azedo. Não pensaram duas vezes, misturaram o tal melado azedo com o novo e levaram os dois ao fogo. Resultado: o azedo do melado antigo era álcool que, aos poucos, foi evaporando e formando, no teto do engenho, goteiras que pingavam constantemente: era a cachaça já formada que pingava, daí o nome pinga.
 
Quando a pinga batia nas suas costas marcadas com as chibatadas dos feitores, ardia muito, por isso deram o nome de aguardente. Caindo em seus rostos e escorrendo até a boca, os escravos perceberam que, com a tal goteira, ficavam alegres e com vontade de dançar. E, sempre que queriam ficar alegres, repetiam o processo.
 
Com o tempo, a fabricação da cachaça foi sendo aprimorada e caiu no gosto da população em geral. Hoje em dia, transformou-se em artigo de exportação e símbolo cultural.