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O palpite gelado de Mick Jagger

 
Na Copa ele foi um algoz implacável: todas as seleções para as quais torceu acabaram sendo derrotadas. Pode parecer sina, mas é apenas o pé frio — e coloca frio nisso — de Mick Jagger alterando os rumos das coisas. Até Paul, o polvo profeta, ficaria boquiaberto com os poderes do líder dos Rolling Stones. O que ninguém esperava, no entanto, era que Mick iria manifestar publicamente sua preferência por um candidato à Presidência do Brasil. Quem certamente entrará em desespero quando ficar a par da situação será José Serra, juntamente com seus companheiros de partido, que, aliás, não gostam nem de pensar na possibilidade de ficarem mais quatro anos na oposição.
 
O efeito da torcida de Mick Jagger já começou a se manifestar. Pela última pesquisa, feita pelo Datafolha e veiculada pelo JN, o tucano encontra-se 8 pontos atrás de Dilma Rousseff, o que configura uma possível vitória da petista já no primeiro turno.
 

Obrigatório ou facultativo?

 
O voto no Brasil deve ser obrigatório ou facultativo? Essa é uma pergunta cuja resposta gera incansáveis e fervorosas discussões entre os defensores do caráter facultativo e os favoráveis à manutenção do voto obrigatório. Por se tratar de um assunto tão polêmico, resolvi expressar, nas linhas que se seguem, alguns argumentos que me levam a crer que o voto obrigatório é ― pelo menos atualmente ― a melhor opção para o Brasil.
 
O voto, antes de tudo, é um dever cívico e não um mero direito que usamos na hora que nos convier. Por isso, escolher os mandatários que vão governar nossa cidade, estado ou país requer grande responsabilidade e participação de todos, afinal, o que está em jogo é o futuro da coletividade. O ato de votar proporciona conhecimento político, uma vez que a presença constante e ativa nas eleições resulta em experiência e gosto pelo sistema eleitoral. Se o voto facultativo for colocado em prática, o número de abstenções terá grandes proporções, principalmente, entre os segmentos mais excluídos como os analfabetos, negros, pobres e moradores de aglomerados populacionais. Inevitavelmente, é de se esperar que os indivíduos que optaram por não votar sejam preteridos em favor do eleitor que exerceu sua cidadania, resultando em um ciclo incontrolável de exclusão e atraso sócio-econômico nas áreas menos favorecidas do país.
 
Diante do que foi exposto, se algum cidadão ainda tiver em mente o desejo exacerbado de abster-se do direito ao voto que utilize os mecanismos já institucionalizados para essa finalidade, votando branco ou nulo.