Arquivo da categoria: Meio ambiente

Ser sustentável é…

 
…, basicamente, produzir e consumir somente o necessário, além, é óbvio, de mobilizar-se quanto ao seu papel de agente transformador na construção de um planeta mais limpo, saudável, preservado, habitável.
 
A definição do que é ser sustentável, escrita acima, soa como uma utopia, certo? Ainda mais numa sociedade em que as pessoas valem aquilo que têm e podem desfrutar, não é? Pedir, então, para que ricos e pobres adiram à sustentabilidade ocasionaria situações totalmente antagônicas. No caso dos ricos, seria como obrigá-los a abrir mão do seu excesso de luxo, de sua vaga no high society e de sua porção diária de pratos finos e se contentassem com um padrão de vida menos abastado, com feijão, arroz, salada e bife na hora do almoço, acompanhado, claro, de dois litros de refresco artificial. Já para os pobres, seria como condená-los a uma vida sem a esperança de um dia conseguirem as regalias que o capitalismo dá aos afortunados.
 
Contrariando o que geralmente se pretende fazer acreditar, colocar o sustentável – ou o ecologicamente correto – na condição de primeiro na lista de prioridades da população, que muita gente ilustrada ainda teima em afirmar ser fácil de mais, não é uma coisa simples. Requer empenho, determinação e uma pitada de boa vontade. Quem sabe daqui a alguns anos, quando cidades ficarem no escuro, cabeças forem raspadas para se manterem limpas sem água, a comida for sintética por falta de solos férteis e clima favorável, assaltos por um galão de água forem banais e o oxigênio ficar degradado por ausência de árvores e algas, a bestialidade do bicho-homem cesse de uma vez por todas.

O ultrapassado que sai caro

 
Companheiro inseparável do homem desde os tempos mais longínquos, o lixo se mostra hoje um dos grandes problemas que as futuras gerações deste século terão de enfrentar com afinco para solucionar. A batalha, claro, será árdua, haja vista que o lixo não somente cresce em proporção, como também em poder de poluição, de impacto sobre o ambiente.
 
É bem verdade que, na medida em que foi evoluindo, o ser humano passou a confeccionar diversos objetos, dos mais variados materiais, para que pudessem lhe dar conforto, sem deixar, no entanto, de aperfeiçoá-los e diversificá-los. O que permaneceu inalterável, como todos bem sabem, foi o destino final de toda essa produção: o lixo.
 
Acontece que, em decorrência do substancial progresso vivido nas últimas décadas, um novo tipo de detrito – chamado e-lixo – surgira. Trata-se de celulares, computadores, televisores, chips, baterias, pilhas, ou seja, parafernálias eletrônicas que, por ficarem ultrapassadas, são descartadas. Atualmente, segundo estimativa da revista Business Week, são mais de 20 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos no mundo inteiro. É um dado preocupante, tendo em vista que muitos desses materiais possuem em suas constituições componentes tóxicos, como chumbo, níquel e mercúrio, que ameaçam a água, o ar, o solo e fazem mal à saúde, podendo acarretar, inclusive, doenças neurológicas. Daí a importância de buscar soluções práticas e eficientes para frear os impactos do e-lixo. Obrigar os fabricantes de eletrônicos a criarem pontos de coleta de equipamentos obsoletos em todas as cidades de grande e médio porte do país, estimular a coleta seletiva para a reciclagem e realizar um trabalho de conscientização junto à população sobre os danos causados pelo lixo eletrônico são algumas das alternativas que, certamente, serão capazes de conter a invasão do e-lixo.
 
Dar um destino adequado a todo e qualquer resíduo descartado é um passo importantíssimo para a melhoria das condições de vida no planeta Terra. E para darmos esse passo, devemos arregaçar as mangas, procurando diferentes meios que ajudem o mundo a sair dessa situação difícil. Deixar do jeito que está é que não pode!

O planeta pede socorro

 
Não é novidade que a Terra passa por um momento de grande dificuldade. Poluição, desmatamento, queimadas, aquecimento global, redução da camada de ozônio, escassez de água e de recursos naturais, consumismo inconsequente, aumento da temperatura dos oceanos… são alguns dos vários problemas patrocinados por milhares de terráqueos que insistem em continuar com o péssimo hábito de destruir o lugar em que vivem. Como sou jovem e tenho uma longa vida pela frente (assim espero!), vejo-me no dever de ajudar o planeta e de angariar um sem-número de pessoas para essa nobre causa. Para tanto, postarei aqui algumas dicas que extraí do site do Instituto Akatu — que tem como missão conscientizar e mobilizar o cidadão brasileiro para seu papel de agente transformador na construção da sustentabilidade da vida no planeta — para que possam ser colocadas em prática por todos aqueles interessados em contribuir, de alguma forma, para o surgimento de um mundo melhor. Como vocês poderão ver adiante, são ações muito simples, mas que no final fazem toda a diferença. Eu já começei fazer a minha parte. E você?
 
Dicas ecologicamente corretas:
 
◘ Feche a torneira ao escovar os dentes e economize 34,5 litros de água por dia.
 
◘ Apertando a descarga uma vez a menos por dia, você economiza até 14 litros de água.
 
◘ Reduza o tempo no chuveiro: 5 minutos a menos já economizam 45 litros a cada banho tomado.
 
◘ Em engarrafamentos intensos, onde você percebe que as paradas vão ser demoradas, desligue o motor. Assim você reduzirá a quantidade de combustível que será queimada.
 
◘ Lave o carro uma vez por mês e economize 520 litros de água.
 
◘ Ao usarmos a energia elétrica para aparelhos eletrônicos e lâmpadas também emitimos CO2, um dos principais gases do efeito estufa. Atitudes como trocar lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes e puxar da tomada os aparelhos que não estão em uso reduzirá a sua conta de luz e as emissões de CO2 na atmosfera.
 
◘ Se desligarmos o computador na hora do almoço, em um ano, economizaremos 18 kg de CO2, equivalente a emissão de um carro a gasolina percorrendo 120 km.
 
◘ Não guarde líquidos nem alimentos ainda quentes na geladeira, pois o motor vai ter de trabalhar mais para resfriar o ambiente interno e, consequentemente, gastar mais energia.
 
◘ Em vez de jogar roupas, livros, móveis, brinquedos e outras coisas fora, doe estes itens para entidades beneficentes, para lojas de usados como brechós e sebos ou para alguém que você conheça que poderia usá-las.
 
◘ O primeiro passo para combater o excesso de lixo é combater o excesso de luxo. Evite fazer compras por impulso e não consuma além de suas possibilidades, para não desperdiçar (e não se endividar).
 
◘ Planeje bem antes de ir ao mercado e evite comprar grandes volumes para estoque. Quanto menos você comprar, menos vai jogar fora. Afinal, 1/3 de tudo que você compra acaba indo para o lixo.
 
◘ Procure usar os dois lados do papel, produto que exige grande quantidade de água e de energia para ser produzido. Antes de imprimir um documento, revise-o com cuidado, para não gastar papel à toa. Reutilize envelopes, mas dê preferência ao e-mail.
 
◘ Procure saber como as autoridades de sua cidade tratam o problema do lixo. Cobre delas atitudes firmes no sentido de dar um tratamento adequado aos resíduos, como, por exemplo, implementar e ampliar a coleta seletiva. Apoie políticos que apresentam propostas viáveis para solucionar o problema.
 
◘ Colabore para não sujar sua cidade: não jogue lixo nas ruas e recuse qualquer tipo de folhetos de propaganda.
 
Agora, dê uma olhada no vídeo a seguir e reflita sobre o que você quer deixar para suas futuras gerações.