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Amy Winehouse (1983-2011)

Sábado, 23 de julho de 2011. Esse é o dia que milhões de fãs e admiradores de Amy Winehouse jamais esquecerão. Dia que a cantora que uniu soul, blues e jazz teve um final trágico, porém esperado para alguém que era dependente de drogas, bebidas e não aparentava boa saúde há um bom tempo. Sendo assim, não há exagero algum em comparar a vida de Amy a uma triste crônica de morte anunciada.
 
Com apenas 27 anos, a musicista inglesa colecionou não somente gafes e manchetes em tabloides sensacionalistas, como também vários prêmios. Em 2008, recebeu seis indicações ao Grammy — o Oscar da música —, das quais venceu cinco: Artista Revelação, Gravação do Ano, Melhor Disco Vocal Pop, Melhor Performance Vocal Pop Feminino e Canção do Ano, com o single “Rehab”.
 
Como legado, Amy Winehouse deixa o exemplo de que é possível produzir música de qualidade quando uma bela voz se mistura a ritmos distintos.
 

Música e reflexão: tudo a ver

Abaixo à subserviência!

 
Desde pequenos, aprendemos, através dos ensinamentos de nossos pais, que devemos receber bem todos que visitam a nossa casa. No entanto, há situações que extrapolam os preceitos estabelecidos. Refiro-me a casos em que celebridades estrangeiras — que vão desde astros da música até atores e atrizes de Hollywood — visitam o Brasil e são tratadas como seres sobrenaturais, detentores de poderes especiais. É óbvio que não precisamos recebê-los de forma fria e calculista, mas também não temos que nos rebaixar a meros servos, uma vez que a Idade Média já passou e não deixou saudade. O mais plausível é tratá-las da mesma forma que tratamos um anônimo, pois este não é superior nem inferior do que uma Madonna ou uma Beyonce que vemos na televisão ou ouvimos no rádio.
 
É sabido que esse tipo de comportamento é fruto da mídia que dedica muito espaço para as celebridades, criando em parte da população uma obsessão pelos holofotes e flashes. Para demonstrar bem o que estou a comentar, dou como exemplo os diários de Montes Claros (cidade em que moro). Em média, os periódicos da cidade têm entre 12 e 16 páginas. O espaço dedicado a colunistas sociais, resumos de novelas, horóscopo e histórias de celebridades, todos os dias, é suficiente para produzir um outro jornal de 12 páginas.
 
O povo brasileiro é inteligente, esperto e trabalhador. Porém continua com um defeito que há tempos já deveria ter sido extinto: o complexo de inferioridade ou de vira-lata, para ser mais enfático. Não necessitamos viver ligados à cultura americana ou de qualquer outro país, tendo em vista que desfrutamos de uma cultura extremamente rica. Se eles têm Madonna, Beyonce e Lady Gaga; nós, em contrapartida, nos orgulhamos de Roberto Carlos, Caetano Veloso, Milton Nascimento, Chico Buarque, Tom Jobim e outros.
 
Em conclusão, temos mais do que o suficiente para darmos o troco em gringos que se acham muito importantes. Basta que passemos a valorizar o que é nacional e deixemos de evidenciar com tanto fervor o que vem de fora.
 
P.S.: peço desculpas pelo desaparecimento repentino. Os estudos têm consumido grande parte do meu reduzido tempo. Postarei sempre que for possível. Um forte abraço. Até a próxima!