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O herói que existe dentro de nós

Enquanto crianças, acreditamos piamente que heróis e heroínas são homens e mulheres que gozam da fantástica capacidade de terem super-poderes e de realizarem boas ações, como salvar uma garotinha de um prédio em chamas, evitar a colisão entre dois carros, impedir a queda de um avião e capturar assaltantes de banco. Acontece que, com o passar dos anos, crescemos e amadurecemos. Os heróis irreais saem de cena, permanecendo apenas em nossas lembranças.
É do conhecimento de poucos, porém, que a essência dos heróis surreais pode manifestar-se em qualquer um, independente de raça, cor, religião, classe social ou opção sexual. Tanto isso é verdade que existem indivíduos que arriscam a própria vida em prol do outro sem almejar recompensa alguma. Esses heróis anônimos são movidos simplesmente pela solidariedade, pela coragem e pelo companheirismo, hoje tão escassos.
A sociedade seria muito melhor se cada um dos mais de seis bilhões de terráqueos carregasse dentro de si um pouco das características dos super-heróis que tanto víamos na TV e líamos nas revistas em quadrinhos. Tento fugir dos clichês, mas a situação me força a usar um deles. Seria maravilhoso se cada um colocasse a mão na consciência e se esforçasse no sentido de procurar ser o mais amigo, educado, cordial e prestativo possível, afinal, são com pequenas atitudes que se constroem grandes transformações. Já pensou quão bom seria se milhões de pessoas decidissem se transformar, por conta própria, em homens-aranhas, super-homens, mulheres maravilhas, incríveis hulks, batmans e robins, chapolins colorados… e saíssem por aí fazendo boas ações? Inegavelmente, tudo seria muito diferente do que estamos acostumados a ver, não é mesmo caro leitor? Espero com os dedos cruzados que isso aconteça um dia. Amém!
Pluralidade cultural no mundo contemporâneo

Apesar de a globalização — que busca a integração do espaço geográfico — tentar, através dos meios de comunicação, criar uma sociedade homogênea, é fácil perceber que esse é um esforço inútil, porquanto não há como subjugar a influência que a diversidade cultural exerce sobre a vida das pessoas.
Cada povo tem sua própria cultura que é formada pela união de vários elementos, como, por exemplo, as crenças, os valores, as ideias, o modo de se vestir, a culinária, as festas. Essa especificidade é uma característica muito importante, tendo em vista que põe em evidência aspectos locais de uma determinada população e engrandecem a figura do homem como um ser que nunca para de sofrer transformações em sua forma de pensar, de agir e de se relacionar com o meio em que vive.
Acontece que há pessoas que, infelizmente, discriminam e são totalmente intolerantes com as demais culturas. Isso ocorre devido ao receio de absorver costumes que possam, de alguma forma, descaracterizar a cultura que lhes foi transmitida ao longo dos anos. Apesar disso, é preciso que haja, no mínimo, o respeito mútuo entre as culturas que existem no mundo, para que assim possamos estabelecer um convívio pacífico e harmonioso.
Em razão disso, temos a obrigação de sermos mais flexíveis no sentido de ouvir o que o outro tem a dizer, buscando aprender, continuamente, as características das diversas culturas, uma vez que isso não somente nos enriquecerão como seres humanos mas ainda nos deixarão mais aptos a viver em diferentes lugares que, evidentemente, apresentarão particularidades endêmicas.
Qual profissão seguir? Eis a questão!

O período que antecede o vestibular costuma ser um momento de muito estresse e ansiedade na vida de muitos estudantes, em especial, daqueles que tentam pela primeira vez, uma vaga na tão sonhada universidade. Toda essa tensão não se deve somente ao peso da responsabilidade de realizar uma boa prova de seleção para corresponder às expectativas criadas pelos pais e pelo batalhão de familiares que tomam como certo o sucesso do jovem vestibulando, mas também pela indecisão na escolha do curso (são mais de 150 opções), afinal o que está em jogo é o futuro de uma vida toda pela frente.
É comum vários estudantes decidirem-se por cursos tradicionais como medicina, direito, engenharia, administração, porque acreditam que estes proporcionam bons salários e garantia de sucesso no campo profissional e pessoal. Em contrapartida, outros optam em seguir a mesma profissão dos pais, na esperança de terem um emprego garantido após concluírem a faculdade, ou trilham o caminho profissional imposto pelos seus pais — uma boa parcela deles espera algum retorno depois de anos investindo na educação dos filhos —, ou se guiam pela vocação que julgam possuir — caminho esse, menos propenso ao erro, uma vez que a vocação é constituída por dois elementos: a aptidão que temos para desempenhar determinada tarefa e o interesse que sentimos pela mesma. O interesse nasce da influência das experiências individuais advindas do ambiente em que vivemos. Já a aptidão ter a ver com a facilidade natural que possuímos para executar determinada função.
Sabe-se que um profissional de sucesso é aquele que ama e sente prazer no que faz, pois é extremamente desagradável passar dez, vinte, trinta (ufa!) anos trabalhando numa área que gera insatisfação. Vale destacar ainda que, desemprego e mercado saturado são palavras inexistentes para homens e mulheres dedicados e comprometidos em realizar seus respectivos trabalhos da melhor maneira possível. Para o bom profissional as portas sempre estão abertas e à sua espera.
É mais do que sabido que nossos interesses tenderão a apontar para as habilidades naturais que temos e que a angústia e a dúvida são percalços normais para essa etapa da vida. Precisamos, contudo, enfrentá-los e vencê-los. Aos indecisos, fica aqui uma sugestão: a melhor maneira de descobrir o que cada um sabe e gosta de desempenhar ainda é por tentativa e erro. Então, experimente várias áreas profissionais até encontrar uma que o faça feliz, que o satisfaça, que o possibilite obter o padrão de vida que o agrade, enfim, que seja verdadeiramente a sua “cara-metade”.