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Vergonha santista

Uma notícia veiculada na versão on-line do jornal Folha de S. Paulo me causou raiva e inquietação nesta segunda-feira 25. De que notícia se trata? Apenas a declaração do presidente do Santos Futebol Clube, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, falando que a permanência de Neymar em terras tupiniquins “é uma questão de Estado”. E o mais inacreditável: disse que irá se encontrar com Dilma para tratarem da possibilidade de alguma grande empresa estatal ajudar a bancar o jogador. Um absurdo, não? Dar dinheiro público para Neymar pagar pensões alimentícias a futuros filhos, comprar carros de luxo, roupas de grife e apartamentos para os parentes.
 
Leia, abaixo, a íntegra do que foi publicado:
 
 
Presidente do Santos diz que vai a Dilma para manter Neymar
 
O presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, disse ao jornal espanhol “As” que se encontrará com a presidente Dilma Rousseff para discutir a possibilidade de um apoio estatal que ajude a bancar a permanência de Neymar no Brasil.
 
“É uma questão de Estado. O governo tem grandes empresas que investem no esporte”, afirmou o dirigente, que voltou a dizer que acredita que Neymar escolherá ficar no Santos apesar das propostas de Barcelona e Real Madrid.
 
O Santos volta a jogar na quarta-feira, contra o Flamengo, em casa, pelo Campeonato Brasileiro.
 
O time comandado pelo técnico Muricy Ramalho ocupa a 14ª colocação no Nacional, com 11 pontos.

Bullying, um problema de todos

Baixinho, gorducho, dentuço e negrinho. Socos, pontapés, empurrões e tapas. A popularização do termo bullying surgiu recentemente, mas a existência de situações envolvendo insultos, humilhações, hostilidade grupal, discriminação, apelidos pejorativos, intimidação, maus-tratos e agressão, tanto em escolas e universidades como em ambientes de trabalho e até mesmo familiares, nós já conhecíamos de longa data.
 
Vista como uma das formas de violência que mais cresce no mundo, o bullying está intimamente ligado à falta de capacidade de lidar com as diferenças e singularidades presentes na sociedade, além da cultura do terror, do preconceito e da intolerância que parecem arraigadas dentro de pequena parcela da população que continua a ser a infeliz massa emburrecida do país, grilhões que restringem a plena evolução do país e seus passos rumo ao progresso.
 
Combater, portanto, o bullying como problema social, agente desencadeador de consequências trágicas como doenças psicossomáticas, traumas, suicídios e mortes, e não como fenômeno isolado e restrito a um grupo, é essencial para darmos fim a esse comportamento bestial, destrutivo. Diante disso, a participação e o engajamento das escolas e das famílias no processo de educação das crianças deve começar desde cedo, para que os pequeninos tenham uma sólida formação de base e de berço. Quanto ao Estado, ele deve agir de forma enérgica e irredutível, lançando sobre os infratores todo o peso de sua mão, a fim de coibir a prática do bullying. Penas de reclusão, trabalhos comunitários supervisionados e altas multas são atitudes interessantíssimas na guerra contra os valentões que espalham o medo e o pânico em corredores, salas, banheiros e ruas de todo Brasil e permanecem impunes.
 
Em síntese, lutar contra o bullying e não ser conivente com ele é um passo importante na construção e melhoria do país que dizem ser abençoado por Deus e bonito por natureza.

*O 13º salário existe?

 
O 13º salário é uma das maiores mentiras do sistema capitalista. Por outro lado, é justamente aquela em que os trabalhadores mais acreditam. Como isso é possível? Eis aqui uma modesta demonstração de como é fácil enganar os trabalhadores.
 
Suponhamos que o funcionário de uma fábrica ganhe um salário de R$ 700 por mês. Multiplicando-se esse valor por 12 meses, ele receberá por um ano todo de trabalho uma quantia equivalente a R$ 8.400, tendo em vista que 700 x 12 = 8.400.
 
Em dezembro, o patrão manda, então, pagar-lhe o conhecido 13º salário, ou seja, R$ 8.400 + 13º salário = R$ 9.100. R$ 8.400 (salário anual) + R$ 700 (13º salário) = R$ 9.100 (salário anual mais o 13º salário). O trabalhador volta para casa todo feliz com o patrão generoso.
 
Agora, veja bem o que acontece quando o trabalhador se dispõe a fazer alguns cálculos bastante simples que aprendeu ou fingiu aprender enquanto cursava o ensino fundamental: se o funcionário da fábrica recebe R$ 700 por mês e este tem quatro semanas, isso significa que ele ganha por semana R$ 175. R$ 700 (salário mensal) dividido por 4 (semanas do mês) = R$ 175 (salário semanal). O ano tem 52 semanas. Multiplicando R$ 175 (salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) encontramos R$ 9.100.
 
O resultado acima é o mesmo valor do salário anual mais o 13º salário, não é? Onde está, portanto, o famoso 13º salário? A explicação para isso é fácil, como dois e dois são quatro.
 
O patrão, por incrível que pareça, furta uma parte do salário do empregado durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro e cinco semanas. Trocando em miúdos: o mês pode ter 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas, mas o salário pago é sempre o mesmo.
 
Ao final do ano, o generoso patrão, seguidor dos preceitos cristãos, como é de praxe, presenteia o trabalhador com um salário a mais cujo dinheiro não sai de seu bolso.
 
Daí que, como palavra final aos inteligentes, não existe nenhum 13º salário. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente surrupiou do salário anual de seu funcionário. Por conseguinte, o empregado não recebe um adicional, mas simplesmente o que lhe é de direito.
 
P.S.: os ingleses recebem seus ordenados semanalmente, justamente para não serem passados para trás. Gente instruída é outra coisa, hein?
 
*Texto extraído de um e-mail que recebi. Autor desconhecido.