Arquivo da categoria: Sociedade
Bullying, um problema de todos

Baixinho, gorducho, dentuço e negrinho. Socos, pontapés, empurrões e tapas. A popularização do termo bullying surgiu recentemente, mas a existência de situações envolvendo insultos, humilhações, hostilidade grupal, discriminação, apelidos pejorativos, intimidação, maus-tratos e agressão, tanto em escolas e universidades como em ambientes de trabalho e até mesmo familiares, nós já conhecíamos de longa data.
Vista como uma das formas de violência que mais cresce no mundo, o bullying está intimamente ligado à falta de capacidade de lidar com as diferenças e singularidades presentes na sociedade, além da cultura do terror, do preconceito e da intolerância que parecem arraigadas dentro de pequena parcela da população que continua a ser a infeliz massa emburrecida do país, grilhões que restringem a plena evolução do país e seus passos rumo ao progresso.
Combater, portanto, o bullying como problema social, agente desencadeador de consequências trágicas como doenças psicossomáticas, traumas, suicídios e mortes, e não como fenômeno isolado e restrito a um grupo, é essencial para darmos fim a esse comportamento bestial, destrutivo. Diante disso, a participação e o engajamento das escolas e das famílias no processo de educação das crianças deve começar desde cedo, para que os pequeninos tenham uma sólida formação de base e de berço. Quanto ao Estado, ele deve agir de forma enérgica e irredutível, lançando sobre os infratores todo o peso de sua mão, a fim de coibir a prática do bullying. Penas de reclusão, trabalhos comunitários supervisionados e altas multas são atitudes interessantíssimas na guerra contra os valentões que espalham o medo e o pânico em corredores, salas, banheiros e ruas de todo Brasil e permanecem impunes.
Em síntese, lutar contra o bullying e não ser conivente com ele é um passo importante na construção e melhoria do país que dizem ser abençoado por Deus e bonito por natureza.
A lei e a justiça
Fazemos parte de um mundo altamente consumista, apegado aos bens materiais e afastado de valores como amizade, amor e respeito à vida, imprescindíves ao estabelecimento de relações sociais saudáveis. Como resultado dessa mistura indigesta temos o crescimento vertiginoso da contravenção, que já absorve crianças e jovens, cada vez mais cedo, para o submundo do crime.
Em seu texto “A Lei e a Justiça“, publicado pela revista Veja do dia 19 de janeiro deste ano, Lya Luft discutiu sobre a violência cometida por menores de idade e foi categórica ao dizer que a maioridade penal no Brasil precisa decrescer o quanto antes, além de alfinetar os centros de ressocialização para onde são enviados os infratores juvenis, que, para ela, deixam os psicopatas ainda mais loucos. Contudo, o que mais chama a atenção é a maneira como ela conclui seu texto, salientando que ” a lei nem sempre garante a justiça” — o que, de fato, é verdade.
Há hoje uma enorme distância, mais que semântica, a separar a lei, “regra obrigatória para se manter a ordem e o progresso numa comunidade”, segundo mestre Aurélio, da justiça, segundo sua incontestável autoridade, “a virtude de conceder a cada um aquilo que é seu”. Essa enorme distância se refere à dificuldade que o Estado enfrenta para fazer valer as normas que instituiu — que no Brasil chegam a 181 mil leis, de acordo levantamento feito pela Casa Civil da Presidência.
É interessante lembrar também a ausência de percepção e compreensão de uma boa parcela da população quanto a importância de se seguir as leis vigentes para se alcançar o bem-estar social — já que as leis são uma condição para o exercício da maior liberdade possível.
Se hoje as leis costumam não garantir a justiça, isso se deve, muitas vezes, a sua inadequada execução. As leis não são falhas, falhas são as formas pelas quais são postas em prática em alguns casos. Quando aprendermos a manejá-las corretamente, as leis passarão a garantir a justiça plena.
Adoção homoafetiva, uma alternativa inviável

A adoção sempre foi vista como um gesto de amor e de generosidade realizado por casais que decidem dar uma nova oportunidade a crianças que, devido alguns infortúnios no decorrer de suas vidas, perderam o aconchego de suas famílias. Atualmente, todavia, as filas de espera por uma adoção abrigam não apenas casais heterossexuais, mas também casais homoafetivo. Isso mesmo que você leu: há casais de lésbicas e gays que querem sentir a sensação da paternidade e da maternidade, querem ouvir os pequeninos pronunciarem o famoso “papai-mamãe”, que neste caso — melhor dizendo — seria “mamãe-mamãe” e “papai-papai”.
Ser homossexual é uma opção de vida, e como tal, deve ser respeitada acima de tudo. No entanto, permitir que uma criança seja adotada por um casal do mesmo sexo é o mesmo que condená-la a uma vida de exclusão, de traumas, de preconceito, baixa auto-estima, estresse. Os homossexuais podem ter algumas das características esperadas para alguém que disputa uma adoção: não fumar, não beber, não usar drogas, ser carinhoso, atencioso e ter uma boa condição financeira. Acontece que apenas isso não basta. É imprescindível a figura do pai e da mãe na formação de qualquer pessoa, pois ela está intimamente ligada ao processo de reconhecimento da identidade sexual, servindo como um ponto de referência fundamental. Cabe salientar que a maioria dos relacionamentos homossexuais costuma ser instável e pouco duradouro (alguém já viu dois velhinhos ou duas velhinhas de mãos dadas enquanto passeiam pelo parque?) e o índice de transtornos psicológicos e de suicídio entre eles é muito maior do que entre pessoas que se dizem heterossexuais, segundo estudos realizados sobre o assunto.
Alguns discordarão de tudo que foi escrito até aqui — a despeito de vários argumentos — e continuarão acreditando que a adoção homoafetiva não é de todo ruim, se comparado aos orfanatos para onde são destinadas as crianças sem pais. Podemos atribuir essa conduta ao seguinte motivo: criou-se uma hipocrisia na sociedade que a faz aceitar tudo, dos fatos mais simples aos mais bizarros, como se fossem normais e fizessem parte do nosso dia-a-dia há anos. Tudo passou a ser banalizado.
O que precisa ser executado sem delonga é o incentivo às adoções entre os casais (heterossexuais, claro) e a redução da burocracia que tanto dificulta e retarda os processos adotivos. Com isso, promoveremos um aumento no número de adoções o que significará mais crianças sendo introduzidas em famílias aptas a recebê-las e a criá-las da maneira mais saudável.
